terça-feira, 28 de agosto de 2007
De partida com um jantar de aniversario do LM
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Ainda mais imagens de Pequim
domingo, 26 de agosto de 2007
Pequim, finalmente
O hotel é excelente (Capital Hotel), um 4 estrelas que mais parece 5, muito perto da praça Tianamen, facto que aproveitamos para ainda ontem à noite lá irmos fazer uma primeira sessão de fotos. Impressiona o tamanho deste deserto de cimento, a multidão de turistas que circula e a quantidade de polícia a pé e de carro que circula permanentemente pelo meio das pessoas. A aventura foi sair de lá a pé para procurarmos um restaurante onde jantar. Ali, qualquer erro na direcção pode significar termos de andar quilómetros ao contrário. Informações ninguém dá, porque ninguém é da cá e os polícias em geral não falam mais do que a sua própria língua. Absolutamente ao acaso acertámos com a direcção, e depois duns bons 3 kms entrámos nas zonas dos restaurantes. Mais uma vez, caímos num fast food americano, para desenjoar da comida chinesa e também porque a fome não era muita. Desta vez foi um MacDonalds.
No regresso ao hotel vivemos a aventura dos taxistas vigaristas, que por uma corrida de 1 euro queriam 5 e não nos deixavam entrar no carro se não aceitássemos. Depois de várias cenas destas e de muitas pragas rogadas em português vernáculo nortenho lá conseguimos arranjar dois sérios. A mesma coisa em toda a parte do mundo com estes senhores do taxímetro.
O dia de hoje, já com a guia, carregou-nos as pernas de cansaço, percorrendo de manhã a praça Tianamen em diagonal (aquilo tem 4 hectares e comporta um milhão de pessoas, sendo considerada a maior praça do mundo) para entrarmos depois na cidade proíbida. Esta desenvolve-se também por uma área enorme e percorrer aquilo tudo e tarefa árdua, mas o que se vê é lindíssimo. A colocação dos edifícios no espaço, a arquitectura e as decorações formam um conjunto harmonioso, parte do qual esta em recuperação, para estar em grande forma na altura dos jogos olímpicos, dentro dum ano. Muitos edifícios estão já totalmente recuperados. Depois de almoço ainda fomos ao Templo do Céu e restantes edifícios que o circundam. O Templo propriamente dito, acabadinho de recuperar é possivelmente a peça mais bela do que se pode ver por aqui, valendo só por si o dia de visita.
Perto das seis da tarde, fomos jantar ao restaurante mais famoso da China, para comer o pato lacado. É bom, comido como nos ensinaram, enrolando a carne cortada em lascas finas em massa de pão muito fina, depois de termos juntado molho de soja.
Em seguida fomos à ópera chinesa antiga, com o interesse de assistirmos ao make-up dos actores, o que só por si é um espectáculo, já que eles usam pinturas complicadíssimas na cara. O espectáculo em palco vale pelo colorido e movimentação dos actores, mas o enredo é quase infantil.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
De noite todos os corvos sao marinhos - parte 1
Apesar do aspecto comercial da coisa, gostamos muito, sobretudo pelo esforço físico colocado no trabalho e pela ternura dos corvos para com os donos.
Os chineses do barco que nos transportou e os dois pescadores mais uma vez demonstraram a grande natural simpatia deste povo para com os turistas.
No final, encostamos numa ilhota e fizemos fotos para a posterioridade com direito a chapéu e corvo no decor.
De pé firme em terra, corremos para um KFC e encharcámo-nos de fast food galinácea, com muitas batas fritas e Pepsi chinesa. E para sobremesa.... PASTEIS de NATA! De verdade! Em Yangshuo! Como e possível? Coisas da contrafação....
Amanhã de manhã, ainda antes e partimos para Beijing, vamos fazer um passeio de bicicleta pelos campos e arrozais aqui da zona.
Ate já.
O excesso continua no dia 12 a viagem
Obviamente que já esta muito descoberto e os barcos de turistas que partem as 9h30 de Guilin em direcção a Yangshuo fazem uma espécie de comboio com muitas carruagens rio abaixo, com as cozinhas na cauda a vista de todos e em grande actividade na confecção do almoço que servem cerca das 11h30. Não é por acaso que Guilin, que tem apenas 1 milhão de habitantes, recebe por ano 10 milhões de turistas.
Para alem da beleza da paisagem há mais um atractivo nesta viagem que e a acostagem a cada um dos barcos dos turistas de pequenas jangadas de bambu, estreitíssimas, com dois homens, que com enorme perícia, força de braços e risco físico conseguem atrelar-se lateralmente, permitindo que um dois tripulantes suba ao barco grande para rapidamente proporem a venda de objectos naturais locais, como pedras esculpidas e pecas em jade.
Um excesso da Natureza... e do Homem
Fizemos a subida aos terraços de Long Ji depois de mais uma longa jornada de 4 horas de autocarro, embora por melhores vias do que as os dias anteriores. Na parte final tivemos que utilizar um mini bus da entidade que explora este património e os os últimos 500 metros em altitude foram subidos a pe quase degrau a degrau. Nem e para todos, mas provamos que ainda estamos em forma. No final, após a descida ate o almoço nos soube bem, apesar dum certo enjoo que ja vamos tendo da comida chinesa.
Já a em Guilin fomos jantar com o agente da agência de viagens chinesa a quem comprei o programa, sendo nos a convida-lo. Levou-nos a um bom restaurante tipicamente chinês, segundo ele o melhor da cidade, mas comemos comida ocidental e desta vez ate vinho chinês experimentamos. Mas a comida foi tipicamente ocidental, na base do bom bife e coisas do género. E a conta foi9 so de 70 euros para 7 pessoas, o que quer dizer 10 euros por pessoa. Um espanto, para nos. Para o nosso convidado não seria fosse ele a pagar do seu salário mensal de 200 euros (sim, duzentos). Foi um jantar agradável que deu para ver de perto como e que os chineses com dinheiro também têm restaurantes de luxo, com um serviço de alta qualidade e, melhor do que nos, com instalações de grande luxo, com requintes de salas privadas para 10 ou 12 pessoas, com TV, sofás e equipamento electrónico para chamada das empregadas (que eu experimentei e cuja resposta foi rapidíssima!). A conversa com o chinês foi mais um interrogatório sobre coisas da vida diaria, de que darei onta mais tarde.
E nao posso escrever mais porque estou a ser pressionado pelos meus companheiros de viagem para irmos continuar esta vida cansativa de turista.
Amanha ja iremos dormir a Pequim. Depois darei noticias
Ate ja.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Ao decimo dia
Isto de andar pelas terras do fim do mundo tem os seus custos, mas a paga tem sido muito boa. A paisagem, a natureza, o exotismo e autenticidade das aldeias das etnias Miao e Dong que fomos atravessando sao boa recordação que nos fica no fim de cada dia. O homem magro com um grande chapéu de bico, trabalhando nos campos de arroz ou de milho ou transportando cargas pesadas em meia cana de bambu apoiada no ombro, o búfalo de agua ruminando enquanto boia no rio, sao a visão permanente por aqui, fazendo-nos lembrar aquelas do Vietnam tão divulgadas depois da guerra que os americanos por la andaram a fazer.
Visitamos casas dos habitantes nalgumas aldeias, dando para ver a sua vida austera, quase sem mobília, sem WC e agua canalizada, mas quase todas com parabólica. Assistimos a demonstrações de danças e musicas do folclore local, com mais ou menos industrialização turística, mas sempre com muita simpatia das pessoas. Eles sao na verdade pessoas muito simpáticas, que se deixam fotografar com um sorriso, que agradecem que lhes fotografemos os filhos e em troca gostam de ver o resultado das fotos. Os miúdos sao lindíssimos e tem sido alvo de fotografias que dariam uma exposição digna de Serralves -:).
Tenho que dar um realce especial a aldeia de Zhaoxing, onde dormimos ontem. Nela vivem 1300 famílias, sendo a maior aldeia Dong da província de Guhizou, tem cinco Drum Tower, representativas de outros tantos clãs, junto das quais esta sempre uma Ponte da Chuva e do Vento, dentro das quais se juntam os homens no seu tempo de lazer, jogando cartas e outros jogos com pedras, conversando ou somente olhando quem passa. A grande noticia e que as mulheres não podem utilizar este espaço: ficam em casa a trabalhar e a cuidar dos filhos. Passeámos pela aldeia, que e muito bonita, tem muita vida, esta muito viva, com casa antigas em reconstrução, e já tem alguns toques da presença de ocidentais. Ate tomamos um café de balão que nos soube pela vida, depois de alguns dias de jejum. A noite o hotel ofereceu-nos um espectáculo por um gripo folclóricos local constituido por jovens, que claramente estavam a fazer aquilo com prazer. E como cantam bem! Disseram-nos que o governo francês já os levou em digressão a Franca. Sem duvida serão bons em qualquer manifestação de folclore internacional.
Para terminar por hoje, so mais uma nota sobre a frequência de turistas nesta rota. Quase ninguém. Muito raramente encontramos ocidentais ou mesmo japoneses. Temos andado pelos mesmos locais e hotéis seguindo ora nós à frente ora eles com avanço com um grupo de 7 ou 8 franceses, mais outro de catalães, todos com ar e idade de intelectuais de esquerda, do Maio de 68.
Amanhã vamos ter mais um dia duro de estrada de terra e buracos, mas vermos os terraços de arroz de Longi, que serão um dos tops desta viagem. Espero que o Hotel de Guilin tenha internet de acesso público para poder escrever com mais tranquilidade. Já tenho temas em carteira: o escarro como instituição nacional, o trânsito automóvel mais louco que já vimos, etc.
Ate já.
domingo, 19 de agosto de 2007
Na provincia de Guizhou e longe dos turistas
Kaili e a capital da região das minorias étnicas, especialmente dos Miao e Dong, os quais em conjunto com outros grupos que se espalham por toda a China, totalizam 90 milhões de pessoas. Hoje visitamos um mercado semanal, que decorre todos os domingos de manha, no qual os Miao fazem as suas compras e vendas. E mesmo algo diferente pelo tipicismo dos trajes das mulheres e o exotismo dos produtos e serviços transaccionados. Por exemplo, imagine-se um dentista numa tenda de rua a tratar dentes e a colocar próteses na hora, a vista de todos e nas condições de higiene que se pode imaginar. Pois há muitos e tem clientela!
De tarde visitamos duas aldeias Miao, percorrendo uma estrada em terra batida e em grande parte do trajecto em obras de reparação, que tornariam as duas horas de viagem para cada lado uma canseira para costas e articulações não fosse a beleza da paisagem e a autenticidade do que vimos no destino. Na verdade o objectivo era vermos o fabrico artesanal de papel por metodos totalmente naturais, sem qualquer aditivo químico. E vimos que realmente assim e. Na primeira aldeia, que tem 200 famílias, oitenta delas fabricam papel e tem aqui uma fonte importante de sustento. Vimos naturalmente as pessoas a trabalhar nesta tarefa e tivemos ocasião de observar as varias fases da produção. Claro que uma mulher local ja arranjou meios para montar um pequena loja para vender uma espécie de pinturas feitas neste tipo de papel por pintores locais, que ate sao bem interessantes. Obviamente que comprámos varios, ate porque o preço era simbólico (2,5 a 5 euros por cada, com uma dimensão aproximada de 100X60 cms.
Vimos em acção a politica do filho único por casal imposta pelo governo, que nas minorias tem uma excepção de privilegio: aqui o casal pode ter dois filhos se a primeira for rapariga.
Amanha vamos entrar mais fundo na região dos Miao e dos Dong, dormindo em pequenas aldeias em hotéis onde suponho que não havera internete. Por isso so voltarei a dar noticias quando chegarmos a Guilin.
Hoje a dor de costas não me deixa mais paciência para vos falar do que li sobre a iletaracia destas minorias étnicas. Há 80 milhões de iletrados com mais de 15 anos, dos quais 72% sao mulheres. A boa noticia e que há governos provinciais a fazer um esforço enorme de resolução deste problema, o qual foi recentemente reconhecido e acarinhado pela Unesco com a atribuição do Premio Internacional da Literacia de 2007.
Ate ja.
PS: ontem vimos a primeira estatua de Mao numa praca importante de Guyang, de resto nem sinais dos tempos dele, excepto no magnifico exemplar documentado numa das fotos abaixo.
Como e possivel que tantos anos de revolucao cultutal a criar um homem novo tenham sido varridos assim do mapa da vida diária destes centenas de milhões de pessoas?
